09 julho 2011

falta do que fazer.

Mil anos depois, olha quem voltou *-*
Não, na verdade foram 2 ANOS desaparecida no mundo dos blogueiros ):
But, voltei, own... que liinda *-*
Então, esperem bastante por meus posts poéticos denovo *-*

01 dezembro 2010

pois o verme na flor renova

Se te censuram, não é teu defeito,
Porque a injúria os mais belos pretende;
Da graça o ornamento é vão, suspeito,
Corvo a sujar o céu que mais esplende.
Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova,
E em ti irrompe a mais pura primavera.
Da infância os maus tempos pular soubeste,
Vencendo o assalto ou do assalto distante;
Mas não penses achar vantagem neste
Fado, que a inveja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita,
És reino a que o coração se sujeita

mortas;

"Sou o dono dos tesouros perdidos no fundo do mar.
Só o que está perdido é nosso para sempre.
Nós só amamos os amigos mortos
E só as amadas mortas amam eternamente..."

io tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.

11 novembro 2010

aroma;

O Coração é o colibri dourado
Das veigas puras do jardim do céu.
Um -- tem o mel da granadilha agreste,
Bebe os perfumes, que a bonina deu.
   
O outro -- voa em mais virentes balças,
Pousa de um riso na rubente flor.
Vive do mel -- a que se chama -- crenças -- ,
Vive do aroma -- que se diz -- amor. --

fascinação;

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.

09 novembro 2010

inesquecivél;

nada é pra sempre, mas dura tempo sulficiente, para se tronar inesquecivél.

amor;

E podes ver em mim, crepuscular,
o dia que se extingue sobre o poente,com
a noite sem astros a anunciar
o repouso da morte, gradualmente.
Ou podes ver o lume extraordinário,morrendo
do que vive: a claridade,deitado sobre o leito mortuário
que é a cinza da sua mocidade.
Eis o que torna o teu amor mais forte:
Amar quem está tão próximo da morte.